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16-10-2015

Na Basiléia, o futuro é hoje

Vitrahaus
Vitrahaus

Capital cultural da Suíça, Basel, em alemão, ou Bâle, em francês (as duas línguas que se fala por lá), é um dos recantos mais charmosos do planeta. Para nós, apenas a Basileia, erguida às margens do rio Reno e ponto focal da fronteira entre Suíça, Alemanha e França, localização que lhe dá identidade única, forjada a partir da influência desses povos.

Boas influências, por sinal, a julgar pela pujança do lugar. Em Basel fica o Banco de Compensações Internacionais, instituição que normatiza o sistema bancário universal, além da sede de grandes indústrias, instituições financeiras e empresas farmacêuticas. Só para citar algumas, Roche, Novartis, Ciba, Clariant, Hoffmann-La Roche…

A cidade transpira civilidade para cerca de 200 mil habitantes e milhares de turistas ávidos por seus encantos. Lá está a mais antiga universidade do país, ligada a gênios como Paracelso, Nietzsche e Jung, além de 40 museus, a celebrada Art Basel (maior feira de arte do mundo) e uma paisagem arquitetônica que, certamente, é um de seus maiores patrimônios.

Da bela cidade antiga, com edificações que remontam à época da sua fundação (40 a.C.), a ousadas construções contemporâneas, esse é um roteiro de tirar o fôlego! A começar pelo Campus Vitra, em Weil am Rhein, na fronteira alemã, um complexo arquitetônico que abriga a icônica fábrica de móveis Vitra, empresa familiar fundada em 1953, pelo casal Willi e Erika Fehlbaum.

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Rio Reno

Nos anos 1980, um incêndio destruiu as antigas instalações dessa grife histórica, que detém no acervo criações de designers como Charles e Ray Eames, Alvar Aalto, Gaetano Pesce, George Nelson, Isamu Noguchi, entre outros mestres. A catástrofe deu origem a um plano diretor de grande vulto, capaz de abrigar bem mais do que suas fábricas.

A partir de um projeto corporativo unificado proposto pelo arquiteto britânico Nicholas Grimshaw, autor de duas novas unidades fabris, esse conjunto de pura ousadia é permeado por pequenos e grandes volumes, em instigante  jogo de formas a transportar os visitantes para um futuro que, na Basiléia, certamente, já chegou.

Ali estão também o Pavilhão de Conferências, do japonês Tadao Ando, o Pavilhão dos Bombeiros, da arquiteta iraquiana Zaha Hadid e mais duas fábricas, dessa vez assinadas pelo português Álvaro Siza e pelo japonês Kazuyo Sejima, do escritório SANAA.

Mas a joia da coroa é mesmo o Vitra Design Museum, criação do canadense Frank Gehry, que, juntamente com o mais recente edifício VitraHaus, do escritório suíço Herzog & de Meuron, exibe uma das maiores coleções de peças de design do mundo.

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Vitra Design Museum

O Campus Vitra antecipou o terceiro milênio e dele já recebeu o domo geodésico de Richard Buckminster Fuller, um pequeno posto de gasolina projetado por Jean Prouvé, além da parada de ônibus de Jasper Morrison. E mais recente, uma torre de observação com escorregador, criação do artista belga Carsten Höller, que oferece vista privilegiada dos edifícios.

Se o complexo, por si só, já justificaria o melhor turismo arquitetônico (diariamente, há três visitas guiadas em alemão e duas em inglês), a cidade reserva ainda mais surpresas. Há pelo menos de vinte a trinta pontos de interesse que podem ser descobertos no coração da cidade e seu entorno.

Caso do Museu Schaulager e da Messe Basel, ambos de Herzog & de Meuron, do Museu Beyeler, concebido pelo italiano Renzo Piano, o LFO – Landesgartenschau, de Zaha Hadid, os muitos edifícios do ítalo-suíço Mario Botta… São muitas as opções da Basiléia, de Basel ou Bâle. Basta caminhar por suas ruas impecavelmente conservadas e descobrir o que virá no futuro.

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Beyeler museum

Agradecimentos, arquiteto Roberto Spina  


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