José Machado, a cabeça pensante da Oppa Design - EYE4DESIGN José Machado, a cabeça pensante da Oppa Design - EYE4DESIGN
12-11-2015

José Machado, a cabeça pensante da Oppa Design

Oppa_JoséMachado_Head de Design

 

Formado em design pela FAAP, o paulistano José Machado, 26 anos, já foi aprendiz de grandes nomes do design nacional e internacional. Ainda na faculdade ele integrou o grupo NoTech Design, onde foi pupilo de ninguém mais ninguém menos que os irmãos Fernando e Humberto Campana, após essa experiência ele ainda teve passagem como estagiário da OVO.

Após concluir a faculdade resolveu ganhar o mundo, até fazer mestrado em Design e Sustentabilidade pela Design Academy Eindhoven, onde trabalhou em comunidades de artesanato no Kenya e outros projetos de cunho social na Holanda, e foi aluno de notáveis designers internacionais como Jurgey Bey, Gijs Bakker, Li Edelkort, Lucy Orta, Martin Baas, entre outros.

De volta ao Brasil o profissional já executou projetos de mobiliários para creches públicas e também foi sócio-diretor da Marcenaria Madeira Nossa. Atualmente trabalha como Head Designer da Oppa, onde está desde sua fundação, em setembro de 2011. Na Oppa, foi responsável pela abertura e desenvolvimento dos primeiros fornecedores e pelo design dos primeiros produtos, como a premiada Cadeira Uma. Hoje, é responsável por toda agenda da equipe de design, além da curadoria do portfólio da marca.

O jovem e já gabaritado profissional está na mira das perguntas do E4D dessa semana, e o resultado de nosso bate papo você confere nas linhas abaixo.

 

EYE4DESIGN: Um designer que te serve como inspiração em seus projetos?

José Machado: Gringo: Irmãos Bourolec, pela capacidade de inovar com simplicidade / Nacional: Marko Brajovik, pela forma de pesquisa e metodologia de seus projetos.

 

E4D: Uma arquitetura que admira?

JM: Jean Nouvel – Consegue inovar sendo extremamente funcional. Revolucionou e criou bases para arquitetura contemporânea. O cara é sencaional, sem ele muito do que vemos de excelência hoje não existiria.

 

E4D: Onde está o paraíso para você?

JM: Na natureza

 

E4D: Qual é a trilha sonora da sua vida?

JM: Rolling Stones e Tim Maia – É a melhor banda de rock, tem uma linha sólida, que não se altera.

 

E4D: Um restaurante ou uma comida da qual você não abre mão?

JM: Suri Ceviche Bar, pois é o meu cantinho, que eu mesmo construí.

 

E4D: Um artista inspirador?

JM: Muitos, mas recentemente, se for para escolher um gringo: Banksy, pois é  revolucionário. Questiona a ordem das coisas e trouxe um novo significado a arte conectado com a rua, a realidade e as importantes questões sociais do mundo de hoje. | Nacional – Antonio Malta pois é meu primo mais velho, e me ensinou a enxergar as coisas com simplicidade.

 

E4D: Qual é a moda que você segue?

JM: A moda do meu guarda-roupa.

 

E4D: Um filme marcante?

JM: Poderoso Chefão, já vi mil vezes e continuo gostando de ver!

 

E4D: Sobre fé?

JM: Tenho minhas crenças…

 

E4D: Uma boa comida, uma boa viagem ou um bom livro?

JM: Uma boa viagem – Porque viajar é a coisa mais importante que existe. Faz a gente enxergar outros lados da vida, renovar a energia e crescer.

 

E4D: Como foi para você trabalhar com os Campanas, que representam com maestria o design brasileiro na gringa? O que aprendeu com eles?

JM: Aprendi a importância da pesquisa de rua, do olhar ao redor, da inspiração em múltiplas fontes de energia, de trabalhar o material na sua essência…

 

E4D: Qual a importância do design sustentável nos dias de hoje? Por quê devemos olhar com mais afinco para ele?

JM: Porque a natureza e a sociedade apresentaram a conta de muitos anos de descaso. Além de pensar no futuro, precisamos compensar o estrago do passado.

 

E4D: Em suas experiências de cunho social, o que aprendeu?

 

JM: Que os problemas são muito mais complexos do que o design pode resolver, a gente pode apenas ajudar, contribuir com uma parte da solução do problema, mas que esta solução tem um grande impacto e abre caminhos para novos olhares. Aprendi a olhar o problema na sua origem a me conectar com a realidade. Conviver com as diferenças.


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